Estatística II

17 Julho 2009

Gostava de partilhar convosco um comentário da professora Altina Ramos, que esteve sempre ligada ao nosso projecto.

Aproveito para lhe agradecer o saber e a força que nos transmitiu ao longo destes três anos. Obrigado, professora!

“Estes dados dão muita para analisar, muito para pensar. Porque o quantitativo encerra, desde logo, uma qualidade que há-de ser semelhante à que resulta da análise dos dados qualitativos.

Foi um intenso trabalho de alunos e professor com que todos ganhámos: os que se esforçaram para lhe dar corpo; os que visitaram ocasionalmente porque às vezes é uma inesperada descoberta que desencadeia em nós processos de mudança; os que, como eu, aprenderam a partir da vossa experiência que as TIC na Escola valem o que valerem os que com elas trabalham.
Felicito todos os jovens alunos, felicito o professor Paulo Faria pela ideia e pelo seu brilhante desenvolvimento.
Não sei se pode medir o sucesso em Língua Portugesa destes alunos, mas o melhor indicador de sucesso é, para mim e bem visível no blogue,a vontade de fazer cada vez melhor, o espírito reflexivo e crítico que foi evoluindo, a qualidade e a intensidade da colaboração, o gosto pela leitura, pela escrita e pelas tarefas cognitivamente exigentes… são “vícios” que hão-de ficar para a vida. Assim o espero e desejo”.

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Avaliação

14 Junho 2009

Há três anos iniciámos uma caminhada que agora termina. Quando olho para trás, recordo as caras de todos, ainda muito meninos e meninas na expectativa do que lhes reservava o novo professor de Língua Portuguesa.

Como vos disse logo nas primeiras aulas, estávamos a começar uma maratona e que precisaríamos de muito treino para conseguir atingir os nosso objectivos.
Recordam-se da primeira vez que vos falei do blogue? Certamente que sim!

Nessa altura falei-vos do projecto de criarmos um blogue.
Eis que chegamos ao momento de cada um de nós se pronunciar – com sinceridade –  acerca dos contributos deste projecto.

Cada um de vós deve falar livremente. Sugiro, entretanto, alguns tópicos:

  • O que aprendi?
  • Aprendi só Língua Portuguesa?
  • Que outras aprendizagens / competência desenvolvi graças ao blogue?
  • Qual foi a minha maior aprendizagem?
  • O que poderia ter funcionado melhor?
  • Três palavras que caracterizam o meu trabalho no blogue.

Gostava ainda que reflectissem no seguinte:

  • Pensas que te ajudou para o futuro? Se sim, em quê?
  • Consideras que um projecto deste género seria importante no 10.º ano?
  • Tens sugestões para outro tipo de trabalho, também com tecnologias, para o 10.º ano?

Estes são apenas alguns tópicos para estruturares o teu texto. Como sabes, nada te pode impedir de dizer o que pensas, o que sentes acerca deste projecto. Por favor, expressa com sinceridade a tua opinião.


É com muito gosto que divulgo o lançamento do 3.º número da revista “Educação, Formação & Tecnologias”. Podes encontrar neste número da revista diversos textos, focando variadas dimensões da integração das TIC na educação.

Visita o sítio – http://eft.educom.pt

“Os principais inimigos dos livros são “os homens, que os queimam, censuram, encerram em bibliotecas inacessíveis e condenam à morte os seus autores. E não, como se ouve, a Internet”. São palavras do escritor italiano, Umberto Eco , em entrevista hoje publicada no jornal “La Stampa “.

Para o autor de “O Nome da Rosa “, “a Internet ensina os jovens a ler e serve para vender imensos livros”, defendendo, por isso, uma colaboração estreita entre as novas tecnologias e o mercado editorial, nomeadamente através da produção de livros electrónicos.

“Até hoje nunca usei um ‘e-book’, mas se tivesse de transportar dez mil páginas, usava-os com muita satisfação. Para ler um romance já não sei.”, afirma.

Eco, Prémio Príncipe das Astúrias em 2000, assegura que o livro electrónico pode atrair novos leitores, e dá como exemplo um pirata informático que começou a ler “D. Quixote de la Mancha “, de Miguel de Cervantes , graças a um e-book.

Para o escritor italiano, a Internet é a “mãe de todas as bibliotecas”.

“Desengane-se quem julga que estudar de nada serve. “Existem elevados retornos da educação no mercado de trabalho em Portugal”, concluiu Nuno Alves, do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal, no estudo “Novos factos sobre a pobreza em Portugal”. O artigo, ontem publicado no boletim do Banco de Portugal, baseia-se no inquérito do Instituto Nacional de Estatística à despesa das famílias realizado em 2005/06. O autor considera que o inquérito “permite apurar evidências sobre vários fenómenos importantes”. “A taxa de pobreza diminui consistentemente à medida que aumenta o número de anos de escolaridade completa”, nota. Os números são claros: em 2005/06, “cerca de 40 por cento dos indivíduos com mais de 14 anos e sem qualquer percurso escolar eram pobres”. No mesmo período, a pobreza afectava “apenas três por cento dos indivíduos com um curso superior”. As famílias com mais níveis de instrução “apresentam em média maiores rendimentos no mercado de trabalho, maiores rendimentos monetários totais e maiores níveis de despesa total”. E este “padrão ocorre em todo o ciclo de vida dos agregados familiares”, com um valor máximo a ocorrer entre os 45 e os 64 anos. O casamento também conta, claro. Os cônjuges tendem a ter um percurso escolar análogo, “o que contribui para ampliar os retornos da educação ao nível do agregado familiar”. E “o nível de salários ao longo ou no final da vida activa dos indivíduos traduz-se directamente no nível de pensões ao longo da idade da reforma”, lembra. Nuno Alves realça também o que cada um oferece aos filhos. “Existe uma significativa transmissão intergeracional da educação em Portugal”. E isso, avisa, concorre para a “transmissão intergeracional da pobreza”. Conclusão: “No futuro próximo, a entrada na idade activa de indivíduos com um nível de educação superior à média da população – e que apresentam um risco de pobreza inferior ao das gerações mais idosas – deverá contribuir para diminuir a taxa de pobreza em Portugal”.

(In Público)