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“Os principais inimigos dos livros são “os homens, que os queimam, censuram, encerram em bibliotecas inacessíveis e condenam à morte os seus autores. E não, como se ouve, a Internet”. São palavras do escritor italiano, Umberto Eco , em entrevista hoje publicada no jornal “La Stampa “.

Para o autor de “O Nome da Rosa “, “a Internet ensina os jovens a ler e serve para vender imensos livros”, defendendo, por isso, uma colaboração estreita entre as novas tecnologias e o mercado editorial, nomeadamente através da produção de livros electrónicos.

“Até hoje nunca usei um ‘e-book’, mas se tivesse de transportar dez mil páginas, usava-os com muita satisfação. Para ler um romance já não sei.”, afirma.

Eco, Prémio Príncipe das Astúrias em 2000, assegura que o livro electrónico pode atrair novos leitores, e dá como exemplo um pirata informático que começou a ler “D. Quixote de la Mancha “, de Miguel de Cervantes , graças a um e-book.

Para o escritor italiano, a Internet é a “mãe de todas as bibliotecas”.

Stephenie Meyer

3 Maio 2009

“Stephenie Meyer” tem 35 anos, cresceu em Phoenix, no Arizona e é considerada a nova J. K. Rowling. Doutorou-se em Literatura Inglesa na Brigham Young University em Provo, Utah, uma universidade que pertence à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Em Junho de 2003 sonhou com duas personagens – a humana Bella e o vampiro Edward – e transformou-os nos heróis da saga “Luz e Escuridão” que já vendeu 45 milhões de livros em todo o mundo e encanta adolescentes, principalmente raparigas: “Crepúsculo” (“Twilight”, já adaptado ao cinema), “Lua Nova” (“New Moon”), “Eclipse” (“Eclipse”) e “Amanhecer” (“Breaking Down”) que irá para as livrarias portuguesas a 9 de Junho (numa edição Gailivro). Entretanto publicou “Nómada”, um romance para adultos e está agora a trabalhar no próximo livro”.

(in Público)

Mário de Carvalho

4 Abril 2009

Mário de Carvalho é um dos meus escritores preferidos. Da sua obra gostei especialmente dos livros “Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto” e “Um Deus passeando pela brisa da tarde”.

Numa entrevista dada pelo autor, fala-nos da “Ilha do Tesouro” de Robert Stevenson, como um livro marcante na sua infância e redescoberto mais tarde tarde na idade adulta.

Para conhecer melhor Mário de Carvalho, oiçam esta entrevista.

Pedro Salinas é, de entre as muitas possibilidades de escolha, um escritor madrileno. Muitos outros poderiam ter sido destacados aqui, como Cervantes, Calderón de la Barca…, mas optei por este nome e por um poema da sua autoria. Seguramente que vão querer descobrir mais escritores hispânicos.

Ahora te quiero…

Ahora te quiero,
como el mar quiere a su agua:
desde fuera, por arriba,
haciéndose sin parar
con ella tormentas, fugas,
albergues, descansos, calmas.
¡Qué frenesíes, quererte!
¡Qué entusiasmo de olas altas,
y qué desmayos de espuma
van y vienen! Un tropel
de formas, hechas, deshechas,
galopan desmelenadas.
Pero detrás de sus flancos
está soñándose un sueño
de otra forma más profunda
de querer, que está allá abajo:
de no ser ya movimiento,
de acabar este vaivén,
este ir y venir, de cielos
a abismos, de hallar por fin
la inmóvil flor sin otoño
de un quererse quieto, quieto.
Más allá de ola y espuma
el querer busca su fondo.
Esta hondura donde el mar
hizo la paz con su agua
y están queriéndose ya
sin signo, sin movimiento.
Amor
tan sepultado en su ser,
tan entregado, tan quieto,
que nuestro querer en vida
se sintiese
seguro de no acabar
cuando terminan los besos,
las miradas, las señales.
Tan cierto de no morir,
como está
el gran amor de los muertos.

Pedro Salinas

Qual é o livro?

18 Março 2009

Aquando da visita da doutora Altina Ramos à nossa escola, para além do que aprendemos e do interesse do encontro, teve ainda a amabilidade de nos oferecer  um livro.

Como todos os momentos são importantes para falarmos de livros e de leituras, sugiro um desafio: não vou dizer o nome do autor, nem o título , apenas algumas pistas para descobrirem o livro oferecido pela doutora Altina Ramos.

Então, posso adiantar-vos que este livro narra a história de um amor de dois jovens, Florentino Ariza e Fermina Daza, cujas diferenças sociais os vão separar. Além disso o autor deste romance faz um apelo desesperado à vida contra a morte, do amor total contra a solidão.

Se concordarem, quem primeiro acertar no nome do autor e da obra e simultaneamente escrever a melhor frase sobre esta obra, ser-lhe-á oferecido o livro.

Boas pesquisas!

A professora Altina escreveu-me e diz o seguinte:

Como na próxima quinta-feira, dia 5, estaremos em conversa a propósito de leitura, lembrei-me partilhar convosco algumas ideias que podemos, se assim o entenderem, discutir.

A vida em sociedade dá-nos direitos e exige-nos deveres. Como o papel ou a moeda que têm sempre duas faces, também os direitos do cidadão têm deveres associados. Mas já repararam que falamos muito mais em direitos que em deveres?

Vem isto a propósito dos Direitos Inalienáveis do Leitor definidos, com um toque lúdico e polémico, por Daniel Pennac na obra Como um Romance.

O direito de não ler.
O direito de saltar páginas.

O direito de não acabar um livro.
O direito de reler.
O direito de ler não importa o quê.
O direito de amar os “heróis” dos romances.
O direito de ler não importa onde.
O direito de
saltar de livro em livro.
O direito de ler em voz alta.
O direito de não falar do que se leu.

(Ed. Asa, 1992, p. 155)

E deveres? O leitor também tem deveres? Podemos identificar alguns e justificá-los? E podemos chamar para esta discussão sobre direitos e deveres do leitor a vossa experiência no uso do Blogue de Língua Portuguesa e do BookcrossingEBI.

E, falando em tecnologias digitais, podemos ampliar um pouco e discutir que implicações podem ter na leitura, no leitor, no livro. Bem, será um início de discussão, a continuar online!