Teatro

4 Fevereiro 2009

Da palavra grega teathron, que significa “o local de onde se vê”, até à significação abrangente que tem hoje a palavra “teatro”, mais de dois mil e quinhentos anos fazem a história desta arte.

Para responder à pergunta “o que é o teatro”, é preciso colocar outras perguntas: quem faz e porquê? Onde é feito? Quem o vê? Quem cria condições para que exista? Como é feito? De que modo se relaciona com as outras artes? Que lugares ocupa na vida de uma sociedade?

Alguém quer dar pistas de resposta a estas questões?

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23 Responses to “Teatro”

  1. João Fernandes Says:

    O que é o teatro?

    O vocábulo grego “Théatron” estabelece o lugar físico do espectador, “lugar onde se vê”. Entretanto o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente aos espectadores, é um complemento real e imaginário que acontece no local de representação. Ele surgiu, supõe-se, na Grécia antiga, no século IV a.C

    O teatro é uma arte em que um actor, ou conjunto de actores, interpreta uma história ou actividades, com auxílio de dramaturgos, directores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público.


  2. Gil Vicente
    (1465 – 1536?) É considerado o fundador do teatro português, no século XVI. Este, na sua Farsa dos Almocreves, em 1526, fala do Brasil.

  3. Paulo Faria Says:

    Obrigado ao João, ao Tiago à Helena pelos seus contributos.

    Neste ponto, permitam-me que saliente o comentário deixado pela Helena, na medida em que apresenta uma selecção de vocabulário muito útil nesta introdução do texto dramático.

    Bom fim-de-semana.

  4. Daniel Enes Says:

    O teatro apareceu na Grécia Antiga, no séc. IV a.C., em decorrência dos festivais anuais em consagração a Dionísio, o deus do vinho e da alegria.
    A palavra teatro, significa uma determinada arte, bem como o prédio onde se apresenta a mesma. O teatro designa o local físico do espectador e o local onde realiza o drama frente à audiência.

  5. Diana Sá Says:

    Teatro é um vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, “lugar onde se vê”. Entretanto o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente aos espectadores, complemento real e imaginário que acontece no local de representação. Ele surgiu, supõe-se, na Grécia antiga, no século IV a.C..

    Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade teatral: quem vê, o que se vê, e o imaginado. O teatro é um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imaginário, e nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço.

    O teatro é uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público.

  6. Rui Gomes Says:

    Jogos de palavras:
    “Pêra lá vai a senhora?
    -Senhor, a vosso serviço”
    (ver também Equívocos)

    Lirismo :
    Todo o coro dos cavaleiros
    “À barca, à barca segura, …”

    Repetições:
    “ Quê, quê, quê?… Assi lhe vai?”
    “Chegar a ela, chegar a ela!”

    Versos sentenciosos/Aforismos:

    “Segundo lá escolhestes
    Assim cá vos contentai”
    “ E tu viveste a teu prazer
    Cuidando cá guarecer
    Porque rezam lá por ti?”
    “ Não se embarca tirania
    Neste batel divinal”
    “Ouvir missa, então roubar-
    É caminho per´aqui”

  7. Ana Rita Duarte Says:

    Não há nesta peça uma história ou enredo. Uma ou outra, desfilam perante os espectadores as personagens (quinze no total). Todas perseguem um objectivo: viajar, atravessar o rio, «embarcar» para o outro mundo. Não sabem exactamente qual o seu destino. Dirigem-se, em primeiro lugar, ao Diabo; ao reconhecê-lo como tal, recusam-se a embarcar na «boca dos danados», dirigindo-se, então, ao Anjo que, bastante mais parco de palavras, os reenvia para a Barca do Infernos. O movimento cénico (marcação) é, por isso, rudimentar e repetitivo.

  8. Rui Batista Says:

    Recursos linguisticos tendentes ao cómico de linguagem/Figuras de estilo
    Aforismo: ver versos sentenciosos
    Calão: ver Grosserias
    Eufemismo:

    “Vai pera a ilha perdida”
    “Me deu Saturno quebranto”
    “Pera aquele fogo ardente”

    Expressões:
    De desprezo:

    “Parece-me isso cortiço”
    “Que gericocins, salvanor!”
    “É esta a naviarra nossa?”
    “Oulá, não tombe o zambuco!”

    De judeus:

    “Azará, pedra miúda”
    “par el, deu”

    Populares:

    “Que te pês, cá entrarás!”
    “Soma, vim adoecer”
    “Par deus!Esta serial ela!”
    “que em bô hora eu nascera”
    “digo-te que re-não quero”

  9. Paulo Faria Says:

    Nas próximas aulas lançava um pequeno desafio: todos aqueles que acrescentam comentários, poderiam partilhar na aula com os colegas as suas pesquisas. Pode ser?

    Obrigado pelos excelentes contributos.


  10. Equívocos/jogos de palavras/trocadilhos

    Sap. – confessado e comungado?
    Dia. – e tu morrestes escomungado

    Cor. – há-de ir um corregedor?
    Dia. – Santo descorregedor!

    Sap. – Assi que determinais
    Que vá cozer ó inferno?
    Anjo – Escrito estás no caderno
    Das ementas infernais.

    Fórmulas de juramento:

    “Santa Joana de Valdês!”
    “Corpo de Deus consagrado!”
    “Pela fé de Jesu Cristo!”
    “Assi Deus me dê saúde”
    “Não praza a Deus coa ribeira!”

    Gírias profissionais:

    “Vai tu, muitieramá
    Atesa aquele palanco
    e despeja aquele banco”
    “Faze aquela poja lesta
    e alija aquela driça.”
    “Nestes feitos os verais”
    “Non est de regulae juris, não!”
    “nem hoc non potest esse!”

  11. Joao Costa Says:

    “Método de representação em que uma pessoa, uma ideia abstracta ou um determinado facto nos aparece como aquilo que realmente é e também como alguma coisa diferente. A alegoria pode definir-se como uma metáfora desenvolvida: o termo aplica-se com frequência a uma obra de ficção em que o autor pretende que as suas personagens e respectivas acções sejam entendidas em termos diferentes aqueles que à primeira vista aparentam e significam. Esse sentido mais amplo e profundo envolve conceitos morais ou espirituais de maior significado do que a narrativa em si própria contém”.
    Harry Shaw, Dicionário de Termos Literários, D. Quixote, Lisboa, 1978
    Ou por outras palavras, por alegoria deve entender-se a representação, através de figuração concreta, de ideias, conceitos ou princípios morais, filosóficos ou religiosos.

  12. Diana Barros Says:

    Teatro vem do grego, “théatron”, que significa panorama (lugar de onde se vê), ou seja, é o lugar onde as pessoas se reúnem com um objectivo em comum: assistir ao espectáculo. Nesse momento, o actor pode ser quem quiser, quando quiser, onde quiser… O público tem liberdade para analisar, criticar, se emocionar e até se pronunciar… Ocorre, então, a cumplicidade de palco e público… Tudo isso é mágico, fantástico, algo que somente o teatro pode proporcionar por completo.
    Considerado por muitos como a “Arte Total”, ou seja, a arte que engloba todas as outras artes (podendo-se utilizar a música como trilha sonora, a dança como expressão corporal, as artes plásticas como cenário, etc.), o teatro nasceu por meio de manifestações/rituais aos deuses, foi se aprimorando e não tem limites para enriquecer.
    Acredito haver três “porquês” para se fazer teatro: 1) terapêutico, proporcionando a quem o pratica o autoconhecimento, por meio de estudos de outrem (sobre a personagem e sobre a génese do próprio actor); 2) Aquisição de cultura, pois, antes de fazer a montagem cénica, há um estudo, uma pesquisa sobre o autor, a época, os costumes, os objectivos e os conflitos do texto/cena e dos personagens; 3) pesquisa prática, em que ocorre a percepção do outro. Por exemplo, uma pessoa pode interpretar uma feirante e, para melhor desempenhar o papel, estuda seus costumes, seu andar, seus gestos, sua dicção, volume da voz etc. Quanto mais informações tiver sobre a feirante, melhor conseguirá interpretá-la e, certamente, melhor será recebida pelos espectadores.
    O teatro é tão fantástico e tão encantador que a grande maioria deixa de tê-lo simplesmente como terapia ou aquisição de cultura e passa a tomá-lo como “profissão”. Hoje se nota uma ampla aceitação do teatro na sociedade, com visíveis benefícios em vários sectores, como o da educação. Quando se estuda e se pratica essa “arte total” na escola, há uma melhora na formação do ser/indivíduo, já que se estuda o ser humano e as suas “máscaras”.

  13. Paulo Faria Says:

    A vossa investigação é muito importante. Estou muito feliz por revelarem empenho em divulgar assuntos sobre teatro. Obrigado a todos.

  14. Luísa Freixo Says:

    Lugares do teatro na sociedade

    O teatro é uma criação das sociedades humanas e como experiência comunitária que é constrói o próprio conceito de comunidade e interroga crenças e costumes; transgride e reforça valores partilhados e traços identitários. A história do teatro mostra-o como um barómetro da sociedade: reflectindo as diversas faces do mundo ou inventando novos mundos.
    A presença do teatro na sociedade manifesta-se também através do rasto que vai deixando para memória futura. Nele estão contidos materiais de tipos diversos – bilhetes de ingresso, cartazes. Para além do valor documental, estes objectos são pequenas chispas que incendeiam a nossa imaginação. Da mesma forma, os discursos que o teatro origina – entrevistas, noticias – existem como parcelas de uma história comum, pública e privada, alimentada pela relação de sedução e fascínios entre artistas e público.
    Tornou-se comum associar a metáfora barroca «o mundo é um palco» à percepção de que na vida de todos os dias estaremos em permanente representação. Mas, independentemente da aceitação deste lugar-comum, fácil é constatar a disseminação da prática teatral na sociedade (teatro não profissional e comunitário, teatro universitário, teatro terapêutico, festivais), fenómeno que talvez tenha a sua explicação nas emoções que produz e no sentimento de pertença que provoca.

  15. Daniel Silva Says:

    O vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, “lugar onde se vê”. Entretanto o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente aos espectadores, complemento real e imaginário que acontece no local de representação. Ele surgiu, supõe-se, na Grécia antiga, no século IV a.C..

    Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade teatral: quem vê, o que se vê, e o imaginado. O teatro é um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imaginário, e nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço.

    O teatro é uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público.

  16. Gabriel Vilas Boas Says:

    Descobri um site na internet, que é muito interressante pois tem várias informações acerca do teatro.

    http://www.infopedia.pt/que_newsletter.jsp?id=5

  17. catarina gomes Says:

    o texto dramático é aquele que, criado por um dramaturgo, se destina a ser representado, num palco, diante de espectadores.
    o texto dramático, tal como o texto narrativo, apresenta um acontecimento ou conflito. O processo de apresentação é, porem, diferente, ja que se destina a ser lido em voz alta ou representado sob a forma de espectaculo teatral. O papel das personagens é desempenhado pelo actores e o espaço da acção é criado pelo cenário.

    O texto principal é constituido pelas falas das personagens, que podem ser sob a forma de:

    -Diálogo: quando a personagem fala com outras personagens

    – Monólogo: quando a personagem fala sozinha.

    – Aparte: quando a personagem se dirige ao público sem ser escutada pelas outras personagens

  18. Ana Gomes Says:

    Teatro em Portugal

    Gil Vicente
    (1465 – 1536?) É considerado o fundador do teatro português, no século XVI. Este, na sua Farsa dos Almocreves, em 1526, fala do Brasil.

    António Ferreira
    (Lisboa, 1528 – 1569) Estudou em Coimbra e também foi o discípulo mais famoso de Sá de Miranda, tendo sido um dos impulsionadores da cultura renascentista em Portugal. Escreveu em 1587 a primeira tragédia do classicismo renascentista português, Castro, inspirada nos amores de D. Pedro I e D. Inês de Castro, traduzida para o inglês em 1597, e posteriormente, para o francês e o alemão.~

    D. José, rei de Portugal
    Seguindo as instruções de seu pai, inaugurou em Lisboa, a 2 de Abril de 1755, o Teatro Real do Paço da Ribeira (no Terreiro do Paço), mais conhecido por Ópera do Tejo, situado junto ao rio do mesmo nome, num espaço entre os actuais Terreiro do Paço (Praça do Comércio) e Cais do Sodré. Seria a estrutura mais luxuosa e inovadora do género na Europa, que cairia totalmente por terra com o terrível Terramoto de 1755 e contando apenas sete meses de vida.

    Almeida Garrett
    (Porto, 1799 – Lisboa, 1854) Foi um proeminente escritor e dramaturgo romântico, que fundou o Conservatório Geral de Arte Dramática, edificou o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa e organizou a Inspecção-Geral dos Teatros, revolucionando por completo a política cultural portuguesa a partir de 1836, no rescaldo das Guerras Liberais. Frei Luís de Sousa é a sua obra maior.

  19. Isabel Dias Says:

    Quem o vê?

    O teatro não escolhe idade, sexo ou classe social.
    O teatro é feito para todos, desde as crianças até as pessoas já idosas, todos podem apreciar esta arte.
    Além disso, não privilegia nenhum sexo, nem o masculino nem o feminino, ambos têm o mesmo direito.
    Relativamente à classe social, hoje em dia todas as pessoas têm o direito de assistir ao mesmo tipo de teatro, não interessando se é um milionário ou um empregado de mesa, mas nem sempre foi assim.
    No tempo de Gil Vicente, a classe social que tinha a sorte de poder assistir às suas peças era a nobreza, nobres e Rei.
    Gil Vicente, pertencia à corte e tinha como função animar o público que o via. Por isso, as suas peças tinham um elevado grau de exigência e de rigor. Para além disso, tinham uma finalidade: através do cómico, provocando o riso, ele denunciava os erros de cada classe social – satiriza – ensinando em simultâneo o público.
    Mas não era só a nobreza que assistia o teatro, também o povo podia assistir. Só que não era tão bem pensado, organizado, encenado como o de Gil Vicente. Não é por acaso que ele é considerado o “Pai do Teatro Português”.
    O teatro é uma ante importante, pois não só ensina e desenvolve a nossa criatividade, mas também, nos altera criticando os problemas ou dificuldades que a sociedade está a viver e nos mostra o que está mal, como representava Gil Vicente nas suas peças.
    Contudo não quer dizer que o teatro só esteja ligando a sociedade, a muitos outros temas que ele pode abordar.


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