Poesia

22 Setembro 2008

Depois dos exercícios diagnósticos, que concluiremos para a semana, este ano iniciamos o programa de nono ano pelo estudo do texto poético. O ano passado, os vossos blogues foram coloridos com muitos e variados poemas. À semelhança do que aconteceu no passado, lanço-vos novamente o desafio de transcreverem poemas que gostem. Mas quero mais: gostava quer escrevessem poemas originais.
Prometo fazer o possível para destacar aqui no blogue um desses poemas – de segunda a sexta.

Começamos já amanhã?

Ora leiam este poema… Vão adorar!

Senhora, partem tam tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tam tristes, tam saudosos,
tam doentes da partida,
tam cansados, tam chorosos,
da morte mais desejosos,
cem mil vezes que da vida.
Partem tam tristes os tristes,
tam fora d’esperar bem,
que nunca tam tristes vistes,
outros nenhuns por ninguém.

João Ruiz Castell-Branco
in Garcia de Resende,
Cancioneiro Geral

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