Acordo Ortográfico

9 Abril 2008

Está na ordem do dia a discussão sobre o Acordo Ortográfico.

Poderei tentar responder às dúvidas que pretendam colocar, bem como apresentar razões justificativas em favor da sua realização. Aproveito um texto do Público para iniciar a discussão.

O Português é língua oficial em oito Estados soberanos mas tem
duas ortografias, ambas correctas, a de Portugal e a do Brasil. Existem
desvantagens na manutenção desta situação e a língua será
internacionalmente tanto mais importante quanto maior for o seu peso
unificado.

A existência de dupla grafia limita a dinâmica do idioma e as diferenças
criam obstáculos, maiores ou menores, em todos os incontáveis planos em que
a forma escrita é utilizada: seja a difusão cultural (literatura, cinema, teatro); a
divulgação da informação (jornais, revistas, mesmo a TV ou a Internet); as
relações comerciais (propostas negociais, textos de contratos) etc., onde o
Português escrito é utilizado. Isto, se considerarmos apenas as relações
intracomunitárias (nos oito países da CPLP).

Nas relações internacionais, recorde-se que existem quatro grandes línguas
(Inglês, Francês, Português e Espanhol) e que o Português é a única com duas
grafias oficiais.

Assim, no plano intracomunitário, a dupla grafia dificulta a partilha de
conteúdos, no plano internacional, limita a capacidade de afirmação do idioma,
provocando, por exemplo, traduções quer literárias quer técnicas diferentes
para Portugal e Brasil.

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