Conto colaborativo

14 Junho 2009

A partir de um conto colaborativo, criado nas aulas de Língua Portuguesa e Português, pelos alunos do 3.º ciclo e secundário da Escola Básica Integrada de Vila Cova, elaborou-se um livro digital.

Observação: esta não é versão final do texto. Está ainda em fase de revisão.

  1. ACONTECIMENTO BOMBÁSTICO

Um grande, inesperado e insólito caso ocorreu nesta escola… Imagina-o cheio de pormenores quase inexplicáveis!

Adoptando uma posição de narrador não-participante, prepara-te para narrar esse acontecimento. Deves ter presente que a tua missão é a de um implacável detective, cuja missão é descobrir esse estranho caso ocorrido na nossa escola.

Relembro que ter presente as categorias da narrativa pode ajudar para redigires o teu texto. Sublinho ainda que o processo de escrita deve obedecer à planificação, redacção e revisão textual.

2.  PLANETA TERRA EM PERIGO

    Já não é novidade nenhuma para ninguém: o planeta Terra está mergulhado em ondas de poluição que vão devastando tudo o que encontram. O grande problema é que as soluções implicam uma viragem radical no modo de pensar das pessoas, o que não é possível num curto espa­ço de tempo! E a Terra está a morrer aos poucos.

    Escreve uma carta na qual apelas à consciência das pessoas para que parem de destruir o único local que temos para viver.

    Deves naturalmente ter presente a estrutura da carta.

    Expressão escrita

    3 Junho 2009

    Há pessoas que nos rodeiam que são diferentes. E essa diferença não está só na forma de vestir, na personalidade, ou no carácter… essa diferença pode ser mais profunda e manifestar-se no aspecto físico ou mental da pessoa que vive ao nosso lado.

    É a partir daqui que deves narrar, num texto bem estruturado, um caso de uma pessoa que conheças portadora de uma diferença profunda. Deves adoptar a perspectiva de narrador principal da história. (Não esqueças de analisar a situação sempre numa perspectiva em que tu és essa pessoa diferente).

    Tem presente a fase da planificação, redacção e verificação do texto. (180 a 240 palavras).

    Boa Sorte, Helena!

    30 Maio 2009

    As provas da Final Nacional do Concurso Nacional de Leitura realizam-se nos dias 30 e 31 de Maio de 2009 em Lisboa.
    A final nacional do Concurso será transmitida pela RTP.

    Desejamos-te muitas felicidades, Helena!

    Produção escrita

    28 Maio 2009

    Um dia de férias, numa grande viagem de comboio que te aventuraste fazer, ficas surpreendido com a chegada de uma rapariga cega que se senta ao teu lado.

    Depois das apresentações iniciais, narra uma história que a rapariga te contou e, ao mesmo tempo, vai descrevendo o que vês dentro e fora da carruagem.

    Bom trabalho!

    O poder da vírgula

    20 Maio 2009

    O poder da vírgula pode ser uma pausa… ou não.

    Não, espere. Não espere.

    Pode fazer desaparecer o teu dinheiro. 23,4 € 2,34 €

    Pode ser autoritária. Aceito, obrigado. Aceito obrigado.

    Pode criar heróis. Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve.

    E vilões. Esse, juiz, é corrupto. Esse juiz é corrupto.

    Ela pode ser a solução. Vamos perder, nada foi resolvido. Vamos perder nada, foi resolvido.

    A vírgula muda uma opinião. Não queremos saber. Não, queremos saber.

    A vírgula pode condenar ou salvar. Não tenha clemência! Não, tenha clemência!

    Uma vírgula muda tudo…

    “Há quase meio século que se usam radiotelescópios para tentar ouvir mensagens de uma outra civilização inteligente algures no Universo. Mas, se descobrirmos outra inteligência, o que teríamos para lhes dizer?”

    Este é um projecto lançado pela EarthSpeaks, do Instituto SETI (sigla em inglês de Procura de Vida Inteligente Extraterrestre).

    O desafio que proponho é que construam um texto tendo por base o tema acima apresentado.

    Herói ou ídolo

    15 Abril 2009

    Desde de tempo imemoriais, o herói representou uma importante função no indivíduo e na sociedade em geral.

    “Mais do que Vasco da Gama, o herói de Os Lusíadas é todo o povo português. Em todas as épocas a sociedade teve os seus heróis; hoje em dia, com a massificação dos meios de comunicação, o conceito misturou-se um pouco com o de “ídolo” – personagem que arrasta multidões e que influencia comportamentos, especialmente entre as camadas mais jovens da população.

    Redige um texto em que tentes definir o que é um herói, reflectindo acerca da importância que possa ter para ti como modelo, ou, pelo contrário, do risco que pode representar se abdicarmos da nossa própria identidade para o seguirmos cegamente”. (Teresa Pombo)

    Tiveram hoje finalmente a honra de conhecer a professora Altina Ramos. Pelo que vi, ouvi e  senti foi um encontro que nos deixou marcas muito verdadeiras. Estão todos de parabéns pela forma como ouviram e participaram neste encontro.

    Na semana da leitura transcrevo o texto que foi lido no início da sessão.

    “Os animais falam e transmitem informações. Mas não escrevem. Não são capazes de tornar a informação acessível às gerações futuras ou aos animais fora do alcance do seu sistema de comunicação. É essa a distinção crucial entre os homens e os outros animais. A escrita. [...].
    … [O homem] é capaz de tornar a informação acessível aos outros homens por tempo ilimitado através da escrita. Os animais falam. Não escrevem”.

    (William Burroughs, A Revolução Electrónica, p. 5-6).

    Agora é tempo de vos ouvir. Digam o aspecto que mais vos marcou neste encontro. Pode ser uma palavra… Uma frase…

    A professora Altina escreveu-me e diz o seguinte:

    Como na próxima quinta-feira, dia 5, estaremos em conversa a propósito de leitura, lembrei-me partilhar convosco algumas ideias que podemos, se assim o entenderem, discutir.

    A vida em sociedade dá-nos direitos e exige-nos deveres. Como o papel ou a moeda que têm sempre duas faces, também os direitos do cidadão têm deveres associados. Mas já repararam que falamos muito mais em direitos que em deveres?

    Vem isto a propósito dos Direitos Inalienáveis do Leitor definidos, com um toque lúdico e polémico, por Daniel Pennac na obra Como um Romance.

    O direito de não ler.
    O direito de saltar páginas.

    O direito de não acabar um livro.
    O direito de reler.
    O direito de ler não importa o quê.
    O direito de amar os “heróis” dos romances.
    O direito de ler não importa onde.
    O direito de
    saltar de livro em livro.
    O direito de ler em voz alta.
    O direito de não falar do que se leu.

    (Ed. Asa, 1992, p. 155)

    E deveres? O leitor também tem deveres? Podemos identificar alguns e justificá-los? E podemos chamar para esta discussão sobre direitos e deveres do leitor a vossa experiência no uso do Blogue de Língua Portuguesa e do BookcrossingEBI.

    E, falando em tecnologias digitais, podemos ampliar um pouco e discutir que implicações podem ter na leitura, no leitor, no livro. Bem, será um início de discussão, a continuar online!

    Os livros da minha vida

    2 Março 2009

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    Na Semana da Leitura, sugiro que cada um escreva algo sobre um livro marcante da sua vida ou transcrever mesmo um pequeno excerto.
    Estou a escrever este post e penso na dificuldade em escolher esse livro… Acho que vou terminar a leitura de “O Anjo da Tempestade” de Nuno Júdice e já faço um comentário.

    Gil Vicente

    24 Fevereiro 2009

    Gil Vicente denunciou os defeitos da sociedade do seu tempo, seguindo a máxima ridendo castigat mores – a rir se corrigem os costumes. Aliás, o Carnaval pode servir como inspiração da inversão de valores, da crítica mordaz aos erros mais grosseiros da sociedade.

    Na sociedade de hoje, embora diferente, poderás encontrar outros tipos sociais com afinidades muito próximas das apresentadas pelo Mestre da corte de D. Manuel e de D. João III.

    Desafio-te, então, que escrevas tu próprio um texto dramático (com número de personagens a definir por ti) cujo tema seja a crítica social de uma ou várias classes profissionais.
    Se quiseres, poderás optar por redigir antes um texto narrativo com o mesmo tema, mas que privilegie o diálogo entre personagens.

    Casa das Linguagens

    22 Janeiro 2009

    1.
    Objectivos

    A construção de um projecto como a revista Casa das Linguagens exige sempre a superação das metas alcançadas anteriormente. Face ao pressuposto, só a inovação e o empenho de toda a comunidade educativa pode trazer realmente um nível qualitativo, cujo resultado constitua motivo de satisfação global.

    Um dos desafios para este ano surgiu na sequência da ONU ter proposto que “o Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) será uma celebração global da astronomia e da sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só na astronomia, mas na ciência em geral, com particular incidência nos jovens”.

    E um dos objectivos nucleares do AIA2009 é, antes de mais nada, “uma actividade para os cidadãos do Planeta Terra. Pretende transmitir o entusiasmo pela descoberta pessoal, o prazer de partilhar conhecimento sobre o Universo e o nosso lugar nele e a importância da cultura científica”.

    Proponho, assim, que o n.º 4 da revista Casa das Linguagens reserve um espaço exclusivo para que se publiquem trabalhos (escritos ou pictóricos) dentro desta temática. Foi também decidido que o melhor trabalho será enviado para a Sociedade Portuguesa de Astronomia e destacado no próximo número da nossa revista.

    Descobre o teu Universo!

    2.
    Concurso Capa

    No ano passado, a capa para a revista foi seleccionada de entre vários trabalhos realizados pelos alunos os alunos do 8.º ano, na disciplina de Educação Visual.
    Para o n.º 4 da revista Casa das Linguagens esperamos propostas de todos os níveis de ensino. Caso decidam apresentar trabalhos, agradecemos que nos possam facultar os trabalhos originais.

    3.
    Foto de Grupo/Turma

    Tendo em conta a boa receptividade em relação às fotos do grupo/turma de todo o agrupamento, sugerimos que cada uma das turmas/escola crie um cenário que possibilite fazer o melhor enquadramento fotográfico. Devem ter em conta que se optarem por um lugar interior, devem ter presente que deve ser bem iluminado.

    2009 vai ser o ano em que a concorrência entre os vários aparelhos que existem para ler e-books no mercado vai aumentar e em que há a possibilidade de o Kindle, da Amazon.com, vir a estar à venda na Europa tal como já estão, em alguns países europeus, o Sony Reader e o iLiad (da iRex). O que se sabe é que a empresa holandesa iRex Technologies vai lançar o iRex Reader 1000 a partir de 2 de Janeiro (tem um ecrã maior do que o habitual) e que a empresa norte-americana Amazon.com está a trabalhar num novo modelo do Kindle (imagens do protótipo podem ser vistas no site The Boy Genius). Talvez a Sony lance finalmente um modelo do Reader que permita, tal como o Kindle, que se compre e descarregue um livro em segundos sem se precisar de estar ligado a um computador para o fazer. É a principal falha deste aparelho que tem um design muito mais bonito do que o Kindle, mas que no mercado norte-americano (onde estão os dois à venda) está em segundo lugar em número de vendas (segundo a revista Forbes). Também se sabe que, lá para o final de 2009, a Plastic Logic deverá começar a comercializar o seu aparelho (ainda sem nome) que serve para ler.

    (in Público)

    Ver [aqui]

    Tomámos O Velho e o Mar – Educação Visual e Língua Portuguesa, e transformámos a palavra em traço e o adjectivo em cor.

    Através da técnica de xilogravura, os alunos do 9.º Ano, Turma C, procuram atributos no livro de Hemingway. A primeira parte do trabalho consistiu em escolher as palavras e a partir daqui visualizar imagens, contextualizando-as com a história do livro. Posteriormente, e depois de os alunos elaborarem vários estudos, realizaram o trabalho final, que gravaram em placas de xilogravura. Por fim, imprimiram os trabalhos e fizeram alguns apontamentos de cor, com tinta acrílica.

    “O velho era magro e seco, com profundas rugas na parte de
    trás do pescoço. As manchas castanhas do benigno cancro da
    pele que o sol provoca ao reflectir-se no mar dos trópicos
    viam-se-lhe no rosto. As manchas iam pelos lados da cara
    abaixo, e as mãos dele tinham as cicatrizes profundamente
    sulcadas, que o manejo das linhas com peixe graúdo dá. Mas
    nenhuma destas cicatrizes era recente. Eram antigas como
    erosões num deserto sem peixes”.
    p.11

    “As nuvens por cima de terra erguiam-se agora como
    serranias, e a costa era apenas uma longa linha verde com os
    montes azuis-cinzentos por detrás. A água era agora de um
    azul-escuro, tão escuro que era quase púrpura. Ao olhar para
    o interior das águas via o vermelho peneirar do plâncton nas
    águas sombrias e a estranha luz que o sol fazia”.
    p.30

    “Já não via a verdura da costa e apenas os topes das
    montanhas azuis que pareciam brancas como se tivessem neve,
    e as nuvens sobre elas, como altas montanhas nevadas. O mar
    estava muito escuro, e a luz irisava-se nas águas. O sol
    alto anulava as miríades de pontos do plâncton, e só aos
    grandes prismas profundos na água azul agora ele via com as
    linhas descendo na água que tinha uma milha de profundidade”.
    p. 34http://www.vuvox.com/presentations/0c62aedb9velho

    Uma sugestão da Diana, na véspera da comemoração do Dia Internacional do Professor.

    Professor, diz-me porquê?
    Por que voa o papagaio
    que solto no ar
    que vejo voar
    tão alto no vento
    que o meu pensamento
    não pode alcançar?
    Professor diz-me porquê?
    Por que roda o meu pião?
    Ele não tem nenhuma roda
    E roda gira rodopia
    e cai morto no chão…
    Tenho nove anos professor
    e há tanto mistério à minha roda
    que eu queria desvendar!
    Por que é que o céu é azul?
    Por que é que marulha o mar?
    Porquê?
    Tanto porquê que eu queria saber!
    E tu que não me queres responder!
    Tu falas falas professor
    daquilo que te interessa
    e que a mim não interessa.
    Tu obrigas-me a ouvir
    quando eu quero falar.
    Obrigas-me a dizer
    quando eu quero escutar.
    Se eu vou a descobrir
    Fazes-me decorar.
    É a luta professor
    a luta em vez de amor.
    Eu sou uma criança.
    Tu és mais alto
    mais forte
    mais poderoso.
    E a minha lança
    quebra-se de encontro à tua muralha.
    Mas
    enquanto a tua voz zangada ralha
    tu sabes professor
    eu fecho-me por dentro
    faço uma cara resignada
    e finjo
    finjo que não penso em nada.
    Mas penso.
    Penso em como era engraçada
    aquela rã
    que esta manhã ouvi coaxar.
    Que graça que tinha
    aquela andorinha
    que ontem à tarde vi passar!…
    E quando tu depois vens definir
    o que são conjunções
    e preposições…
    quando me fazes repetir
    que os corações
    têm duas aurículas e dois ventrículos
    e tantas
    tantas mais definições…
    o meu coração
    o meu coração que não sei como é feito
    nem quero saber
    cresce
    cresce dentro do peito
    a querer saltar cá para fora
    professor
    a ver se tu assim compreenderias
    e me farias
    mais belos os dias.

    Alice Gomes

    Diz-me a tua esperança

    4 Outubro 2008

    Depois de veres o filme, diz-me quais são as tuas esperanças…

    Ricardo Reis

    30 Setembro 2008

    A Dulce traz-nos este magnífico poema de Ricardo Reis.

    Segue o teu destino
    Rega as tuas plantas,
    Ama as tuas rosas.
    O resto é a sombra
    De árvores alheias.

    A realidade
    Sempre é mais ou menos
    Do que nós queremos.
    Só nós somos sempre
    Iguais a nós próprios.

    Suave é viver só.
    Grande e nobre é sempre
    Viver simplesmente.
    Deixa a dor das aras
    Como ex-voto aos deuses.

    Vê de longe a vida.
    Nunca a interrogues.
    Ela não pode
    Dizer-te. A resposta
    Está além dos Deuses.

    Mas serenamente
    Imita o Olimpo
    No teu coração.
    Os deuses são deuses
    Porque não se pensam.

    Ricardo Reis

    Escreve o teu rosto

    29 Setembro 2008

    Mais um desafio: transforma o teu sorriso em poesia.

    Vou dar algumas sugestões: começa por desenhar ou tirar fotografias a várias expressões do teu rosto. Depois, imagina-te um poeta. Faz, então, o teu auto-retrato. Lembro-me de um soneto célebre de Bocage, no qual faz o seu retrato de uma forma genial. Ora repara:

    Auto-retrato
    Magro, de olhos azuis, carão moreno,
    Bem servido de pés, meão na altura,
    Triste de facha, o mesmo de figura,
    Nariz alto no meio, e não pequeno;

    Incapaz de assistir num só terreno,
    Mais propenso ao furor do que à ternura;
    Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
    De zelos infernais letal veneno;

    Devoto incensador de mil deidades
    (Digo, de moças mil) num só momento,
    E somente no altar amando os frades,

    Eis Bocage em quem luz algum talento;
    Saíram dele mesmo estas verdades,
    Num dia em que se achou mais pachorrento.

    Bocage
    Poesias de Bocage
    Lisboa, Comunicação, 1992 (4ª ed.)

    Se quiseres, podes experiementar uma ferramenta que te permitirá articular o texto e a imagem. Este exemplo dos alunos do J. I. de Rio Côvo, parece-me extraordinário. Querem ver? Espreitem aqui.

    imagens+sons=poema

    28 Setembro 2008

    Este filme transmite uma mensagem, muitos sentimentos, sensações sonoras e imagéticas que nos fazem naturalmente pensar.
    Constrói um texto (preferencialmente poético) tendo por base este filme. A ideia não é recontar: o importante é que desenvolvas a (s) mensagem (ens) através do uso da palavra.

    1.1. Características da narrativa: fórmula inicial – “era uma vez”; existência de segmentos descritivos; narração de um episódio.

    1.2. Características do texto poético: texto escrito em versos, agrupado em estrofes; presença de rima.

    2.1. Essa personagem é o rei da Judeia.

    2.2. É caracterizado com expressões como “feio bicho”, “cara de burro sem cabresto” e é reconhecido por todos como alguém que não gosta de crianças.

    2.3. Os adjectivos que se adequam à personagem são: feia, insensível, poderosa, fria, cruel.

    3.1. Nesta segunda estrofe, refere-se à decisão do rei mandar matar as crianças das aldeias e vilas do seu país.

    4.1. Estes versos marcam os aspectos fulcrais da história.

    4.2. Pa/ra en/cher/es/te/mun/do/de a/le/gri/a. Este verso tem dez sílabas métricas, logo é um decassílabo.

    5.1. O poema inspira-se na matança dos inocentes que ocorreu quando Jesus era criança. O rei Herodes, receoso de que Jesus reclamasse o seu trono, pois, de acordo com as profecias, seria o rei dos judeus, mandou matar todas as crianças que nasceram na mesma altura do Messias, para anular a ameaça que Ele constituía.

    5.2. Judeia; Jesus e Herodes; o rei manda matar as crianças; Era uma vez.

    II

    1.1. a) nome; b) verbo

    2.1. a)sujeito; b) complemento directo

    2.2. Ele; b) o

    2.2.1. Toda a gente o odiava

    3.1. olhava – verbo olhar, primeira conjugação; reparava – verbo reparar, primeira conjugação; via – verbo ver, terceira conjugação

    3.2. As três formas verbais estão flexionadas no pretérito imperfeito do indicativo.

    3.3. A irregularidade deste verbo encontra-se no radical, que se altera de acordo com o tempo e modo utilizado.

    4.1. A gente olhava – oração coordenada assindética; reparava – oração coordenada assindética; e via – oração coordenada copulativa sindética

    4.2. Oração subordinada substantiva completiva.

    5.1. b); c)

    III

    Tendo como pano de fundo um céu de um azul bastante carregado, dois edifícios dominam o plano mais recuado da imagem. Num desses edifícios, assoma ao que parece ser uma varanda coberta, uma personagem que, pela sua posição de superioridade face aos outros e pelas roupas que veste, é o rei Herodes. Apresenta-se vestido com uma túnica branca, com as mangas debruadas a dourado, parcialmente coberta por um manto vermelho. Os seus cabelos e as suas barbas são longos, encaracolados e castanhos. O alto da cabeça encontra-se adornado por uma coroa. Na rua, dois homens arrancam as crianças dos braços das mães para as executarem, observando-se, aos seus pés, uma pilha de cadáveres. As expressões nos rostos das mulheres são de horror e desespero. Do lado esquerdo da imagem, vêem-se duas figuras, uma das quais é nitidamente masculina, cujas expressões revelam um grande desconforto face à cena que se desenrola. A figura masculina desvia mesmo o olhar. Os carrascos são os que apresentam as faces mais sombrias.

    Ontem descobri este vídeo na plataforma de aprendizagem janelajardim.
    Inspirado na obra “A maior flor do mundo”, de José Saramago, Juan Pablo Etcheberry realizou esta curta-metragem. A narração é feita pelo próprio autor, José Saramago (Prémio Nobel da Literatura, 1998).

    Gostei tanto deste filme de animação que não podia deixar de o partilhar convosco.
    No final Saramago lança um desafio. Por isso gostava muito que todos vós correspondessem com uma nova história. Podem adaptar, reinventar, continuar, reflectir acerca da problemática da sustentabilidade ecológica, dos valores fundamentais da raça humana… Como podem calcular, os temas são muito abrangentes.
    Bom trabalho e até breve.

    A que sabe a liberdade

    24 Abril 2008

    Na véspera do 25 de Abril, desafio-vos a que escrevam uma palavra, um poema,
    um texto, sobre o “Sabor da Liberdade“.
    Fica este poema do Manuel Alegre
    para nos ajudar a pensar.

     
    Trova do vento que passa
    
    Pergunto ao vento que passa
    notícias do meu país
    e o vento cala a desgraça
    o vento nada me diz.
    
    Pergunto aos rios que levam
    tanto sonho à flor das águas
    e os rios não me sossegam
    levam sonhos deixam mágoas.
    
    Levam sonhos deixam mágoas
    ai rios do meu país
    minha pátria à flor das águas
    para onde vais? Ninguém diz.
    
    Se o verde trevo desfolhas
    pede notícias e diz
    ao trevo de quatro folhas
    que morro por meu país.
    
    Pergunto à gente que passa
    por que vai de olhos no chão.
    Silêncio -- é tudo o que tem
    quem vive na servidão.
    
    Vi florir os verdes ramos
    direitos e ao céu voltados.
    E a quem gosta de ter amos
    vi sempre os ombros curvados.
    
    E o vento não me diz nada
    ninguém diz nada de novo.
    Vi minha pátria pregada
    nos braços em cruz do povo.
    
    Vi minha pátria na margem
    dos rios que vão pró mar
    como quem ama a viagem
    mas tem sempre de ficar.
    
    Vi navios a partir
    (minha pátria à flor das águas)
    vi minha pátria florir
    (verdes folhas verdes mágoas).
    
    Há quem te queira ignorada
    e fale pátria em teu nome.
    Eu vi-te crucificada
    nos braços negros da fome.
    
    E o vento não me diz nada
    só o silêncio persiste.
    Vi minha pátria parada
    à beira de um rio triste.
    
    Ninguém diz nada de novo
    se notícias vou pedindo
    nas mãos vazias do povo
    vi minha pátria florindo.
    
    E a noite cresce por dentro
    dos homens do meu país.
    Peço notícias ao vento
    e o vento nada me diz.
    
    Quatro folhas tem o trevo
    liberdade quatro sílabas.
    Não sabem ler é verdade
    aqueles pra quem eu escrevo.
    
    Mas há sempre uma candeia
    dentro da própria desgraça
    há sempre alguém que semeia
    canções no vento que passa.
    
    Mesmo na noite mais triste
    em tempo de sevidão
    há sempre alguém que resiste
    há sempre alguém que diz não.
    
                     Manuel Alegre

    Alguma vez sonhaste ser escritor? Gostas de Ler?  Dizem que até tens jeito para inventar histórias? Tens entre 10 e 13 anos? E se a Verbo publicasse o teu conto?

    A partir de uma frase de um autor conhecido cria a tua história.

    Se fores um dos 10 seleccionados a Verbo publica a tua história, e a tua escola ainda recebe uma biblioteca Verbo!

    Fica a saber aqui como podes concorrer

    Escrita criativa

    12 Março 2008

    Ao entardecer os campos enchiam-se de neblina, o Pico ficava baço e monumental nas águas. Dos lados da estrada da Caldeira sentiu-se uma tropelada, depois pó e um cavaleiro no encalço de uma senhora a galope.
    - Slowly! Let go him alone…
    Os cavalos meteram a trote e puseram-se a par. O de Roberto Clark vinha suado, com um pouco de espuma na barriga e sinal de sangue num ilhal. O de Margarida, enxuto, meteu a passo.
    - Ah, não posso mais…

    Este é o início de um conto de Vitorino Nemésio.
    Dá continuidade ao excerto transcrito. Tem presente que é sempre preferível um texto curto e cuidado a um texto longo e desinteressante.
    Antes de começares a escrever traça um conflito, imagina, descreve lugares e personagens e depois deixa correr as ideias.

    Bom trabalho.


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