Lembram-se de apresentar a Livraria Lello, no Porto, como uma das mais belas do mundo?

Esta foi considerada a mais bela livraria, feita a partir de uma antiga catedral dominicana. Que acham?

(Fonte: A Lura dos Livros)

Escrita Criativa

27 Fevereiro 2008

Depois de assistirem a este vídeo, recriem uma história baseada no que viram, tendo em conta todas as categorias da narrativa.

O objectivo deste exercício de produção escrita não é fazerem um resumo, uma crítica ou descreverem o que visionaram.

Encarem este vídeo como um ponto de partida para escreverem acerca de solidão, dos livros, do papel, da relação das pessoas, dos sonhos ou algo que vos suscite realmente interesse.

Aguardo os vossos textos.

David Mourão-Ferreira

25 Fevereiro 2008

24 de Fevereiro de 1927
Nasce David Mourão-Ferreira, escritor, poeta, professor, um dos maiores vultos da Poesia Portuguesa do século XX. Apesar dos seus textos não aparecerem nos manuais de Língua Portuguesa, vale a pena recordá-lo. Obrigado ao professor Aires pela indicação.
As suas poesias deram origem a várias e belas canções. Aqui fica um exemplo interpretado por Mariza (ao vivo em Londres): Primavera.

Todo o amor que nos
prendera
como se fora de cera
se quebrava e desfazia
ai funesta primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

E condenaram-me a tanto
viver comigo meu pranto
viver, viver e sem ti
vivendo sem no entanto
eu me esquecer desse encanto
que nesse dia perdi

Pão duro da solidão
é somente o que nos dão
o que nos dão a comer
que importa que o coração
diga que sim ou que não
se continua a viver

Todo o amor que nos
prendera
se quebrara e desfizera
em pavor se convertia
ninguém fale em primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

David Mourão-Ferreira

Esta foi a última entrada colocada pelo professor Aires no bookcrossingebi.

“Comemora-se, hoje, o Dia Internacional da Língua Materna. Desde 21 de Fevereiro de 2000 que a UNESCO comemora este dia como forma de promover a diversidade linguística, o plurilinguismo, as línguas maternas.
Foi também nesse sentido que a UNESCO proclamou 2008 como o Ano Internacional das Línguas.

Existem cerca de 6000 línguas no mundo; 50% destas estão em vias de extinção; em média, cada duas semanas, desaparece uma língua (Fonte: Portal da Unesco). Estima-se que o Português ocupe a 6ª ou a 7ª posição entre as línguas com maior número de falantes nativos Na enciclopedia online Encarta, o Português terá cerca de 176 milhões de falantes.
Curiosidade: Neste mundo cada vez mais virtual, o Português ocupa a 7ª posição entre as línguas mais faladas na Internet”.

Imagem de: http://www.internetworldstats.com/stats7.htm

Colaboração

22 Fevereiro 2008

A professora Alcina deixou-nos um comentário muito especial: livros gratuitos. Transcrevo o texto na íntegra.

“Parece-me importante que colaboremos no sentido de nos ajudarmos mutuamente e podermos evoluir, quer no domínio da Língua Portuguesa, quer como elementos do universo. Assim, aqui deixo um pequeno contributo que espero vos seja útil.

Gosto imenso de viajar! Às vezes, uso os meios de transporte mais convencionais, como o carro, o comboio ou o avião, outras, viajo, ao meu ritmo, pelas páginas de um livro e, por vezes, utilizo as novas tecnologias e navego pela net. Foi numa destas viagens pela net, que me deparei com um sítio fascinante, onde se pode fazer um download gratuito de vários livros de autores portugueses e não só, como Machado de Assis, Fernando Pessoa, Shakespeare (em português), … e outros. Aqui vos deixo o endereço e votos de boas viagens e de boas leituras”.

Aprendizagem Colaborativa

18 Fevereiro 2008

Aprendizagem Colaborativa.

Iniciamos esta semana o estudo do conto “História da Gata Borralheira” da escritora Sophia Andresen.

Não sendo propriamente uma escritora desconhecida, deixo uma pista para redescobrirmos a sua bibliografia.

Se alguém quiser pesquisar sobre a escritora, pode deixar pistas nos comentários.

Interactic

16 Fevereiro 2008

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Segundo o seu criador, José Paulo Santos, Interactic “é um espaço destinado a pessoas que desejam partilhar experiências, estudos com as TIC, nomeadamente, os quadros interactivos, ferramentas da Web 2.0, software educativo, metodologias inovadoras.”

Ainda hoje me diziam que não estavam a gostar do que estavam a ler. Encontrei este livro na editora Bertrand, que disponibiliza o primeiro capítulo de “O Recruta” de Robert Muchamore.

Boas leituras.

O que pode mudar o mundo?

14 Fevereiro 2008

Três regras fundamentais para navegares em segurança:

  • Nunca reveles o teu nome, número de telefone, endereço, palavras-passe, ou quaisquer outras informações pessoais quando estás no Hi5, ou noutros sítios;
  • Se achas que o que estás a consultar não te dá segurança, desliga o computador;
  • Nunca, em circunstância alguma marques encontros pela net com pessoas com quem não conheces.

Se quiseres saber mais, consulta o sítio da nossa escola.

Também vale a pena visitar Jovens Seguros On-line.

Pensamento

10 Fevereiro 2008

Encontrei este poema no blogue da Daniela Faria.

É preciso aprender a escrever,
Mas também a viver!
Mas também a sonhar!
É preciso aprender a crescer,
Aprender a  estudar.

José Carlos Ary dos Santos


História de S. Valentim

10 Fevereiro 2008

A comemoração de 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, como dia dos Namorados, tem várias explicações possíveis – umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã.

A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no século III da nossa era, numa cidade do Império Romano chamada Terni, tendo morrido como mártir em 270. Em 496, o Papa Gelásio reservou o dia 14 de Fevereiro ao culto de S. Valentim.

Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II.
Cláudio queria constituir um exército romano grande e forte; não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, acreditou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra.

Para contrariar esta situação, o imperador decretou que fossem proibidos todos os casamentos e noivados.

Valentim ter-se-á revoltado contra a ordem imperial e, ajudado por S. Mário, terá casado muitos pares em segredo. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.

A lenda tem ainda algumas variantes que acrescentam pormenores a esta história.
Segundo uma delas, enquanto estava na prisão Valentim era visitado pela filha do seu guarda, com quem mantinha longas conversas e de quem se tornou amigo.
No dia da sua morte, ter-lhe-á deixado um bilhete dizendo «Do teu Valentim».

Quanto à tradição pagã, pode fundir-se com a história do mártir cristão: na Roma Antiga, celebrava-se a 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) um festival, os Lupercalia.
Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas.
Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua «namorada» durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).

Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.

Com os tempos, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França – e, mais tarde, nos Estados Unidos.
Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializadas no início do século XIX.
Actualmente, o dia de S. Valentim é comemorado em cada vez mais países do mundo como um pretexto para os casais de namorados trocarem presentes.

(in sapo)

Para o dia de S. Valentim

10 Fevereiro 2008

MAIORES DE 14 ANOS (recomendação da autora)

Está à venda um livro “Namoro” de Graça Gonçalves, que segundo a autora “é um jogo que convida a partilhar pensamentos, sentimentos e anseios acerca do Amor. O Amor que, ao viver no Jardim das Emoções, se prepara, se conquista, se constrói. De que se cuida.”
Parece que também tem um jogo para ser jogado a pares ou em grupo.

“Atingiu-me a seta do cupido e senti dor tão diferente. Não a sinto quando estou contigo… Dói quando de mim estás ausente. ” – António Eco
Contém CD com poesia recitada por Vitor de Sousa e Catarina Avelar, música de Silvestre Fonseca e Poemas de António Eco.


1 Ano

8 Fevereiro 2008

O nosso blogue fez um ano!

Ao longo deste ano tivemos a oportunidade de aprender em conjunto, criticando e partilhando os nossos trabalhos.

Aos meus alunos e a todos os que já colaboram neste projecto, o meu profundo sentido de gratidão.

Está de regresso uma competição que promove a defesa do bom uso e do gosto pela Língua Portuguesa – o Campeonato da Língua Portuguesa está de volta e com novidades.

Gostava que o maior número de alunos participasse nesta iniciativa. Para isso, quem estiver interessado, deve manifestar a sua vontade através de um comentário nesta entrada, pois terei que fotocopiar o teste.

pantvieira.jpg

Óleo sobre tela de autor desconhecido, 1680 x 1280 mm. Casa Cadaval, Muge, Portugal.

Passam hoje 400 anos do nascimento do Padre António Vieria. Sendo um escritor cada vez mais longe dos programas escolares, não podia deixar passar em claro uma data que representa o nascimento de um dos maiores escritores de sempre da Língua Portuguesa. O próprio Fernando Pessoa até lhe chamou o “imperador da Língua Portuguesa”.

Também, segundo me parece, não se adivinham grandes comemorações, o que é pena. Da minha parte, é meu dever divulgar um escritor que marcou definitivamente a prosa da língua portuguesa.

Deixo-vos um texto pleno de actualidade:

«(…) A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. (…) Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá: para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os Tapuias se comem uns aos outros? Muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas; vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão-de comer e como se hão-de comer.»

Sermão de Santo António aos Peixes, pregado na cidade de São Luís do Maranhão, em 1654.

E por ser hoje Quarta-Feira de Cinzas:

[...] Tudo temos no nosso texto, se bem se considera, porque as segundas palavras dele não só contêm a declaração, senão também a razão das primeiras. Pulvis es: sois pó. E por que? Porque in pulverem reverteris: porque fostes pó e haveis de tornar a ser pó. Esta é a forca da palavra reverteris, a qual não só significa o pó que havemos de ser, senão também o pó que somos. Por isso não diz: converteris, converter-vos-eis em pó, senão: reverteris, tornareis a ser o pó que fostes. Quando dizemos que os mortos se convertem em pó, falamos impropriamente, porque aquilo não é conversão, é reversão: reverteris. É tornar a ser na morte o pó que somos no nascimento; é tornar a ser na sepultura o pó que somos no campo damasceno[...].

(Igreja de Santo António dos Portugueses, Roma. Ano de 1670).

A terminar, no Sermão de Santo António, de 1670, Vieira dizia que “sem sair [de Portugal] ninguém pode ser grande”. E acrescentava: “Nascer pequeno, e morrer grande, é chegar a ser homem. Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento, e tantas terras para a sepultura. Para nascer, pouca terra: para morrer, toda a terra: para nascer, Portugal: para morrer, o mundo.”

Assim foi. A 18 de Julho de 1697, na Baía, morreu Vieira no mundo. Tinha 89 anos e uma vida cheia. Num sermão de 1679, dizia: “Se servistes à pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.”

Concurso Ferreira de Castro

6 Fevereiro 2008

A corrente edição do PNLJFC, com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República e apoio do Instituto Camões, Direcção Geral do Livro e das Biblotecas, Direcção Regional da Cultura do Norte e da Caixa Geral de Depósitos, é destinado a todos os jovens portugueses e luso-descendentes.

Carnaval

3 Fevereiro 2008

Despedem o inverno e saúdam a Primavera, para os Caretos o Carnaval é um ritual entre o pagão e o religioso, tão natural como a passagem do tempo e a renovação das estações. Em Podence, concelho de Macedo de Cavaleiros, todos os anos é assim.. Chegado o Mês de Fevereiro, os homens envergam os trajes coloridos (elaborados com colchas franjadas de Lã ou de linho, em teares caseiros) escondem a cabeça entre duas máscaras de lata, prendem uma enfiada de chocalhos à cintura e bandoleiras de campainhas e dependem toda a energia do mundo para assinalar o calor e os dias maiores que se prestem a chegar. Normalmente, contam com os favores do Sol, magnânimo para quem louva o seu reino com tanto fervor. Religioso também pois assim se marca , com os últimos estertores da folia o início da Quaresma. Período de calma, reflexão e contenção do calendário religioso. A cansar no Carnaval para acalmar até à Páscoa.

Dizem fontes que a festa de Podence se imerge no domínio dos tempos até às antigas Saturnais romanas – celebração em honra de Saturno, Deus das sementeiras. Procura-se acalmar a ira dos Céus e garantir favores de uma boa colheita. Nesses tempos idos da agricultura de subsistência, a diferença entre a vida e a morte quase se cingia à dimensão da lavra. E a dupla máscara acentua a relação, ao lembrar uma das duas importantes divindades romanas: Jano Deus do passado e do futuro e também do presente, senhor dos portões e entrada, da guerra e da paz e dono de todos os princípios.

O filho de Apolo, que um dia partilhou o trono com Saturno e conjuntamente civilizaram os habitantes de Itália, levando-os a tal prosperidade que ao reinado chamaram era de ouro, é geralmente representado com duas caras por ser do passado e do futuro, e principalmente, por ser símbolo do SOL , que aparece de manhã e se esconde á noite. Passados à parte, em Podence ainda hoje a agricultura é a principal actividade da população. Da terra se extrai cereais e castanhas, embora nos últimos anos , tenha aumentado a produção de azeite.

A aldeia de Podence parece ter força suficiente para manter tradição e garantir a vida a estas figuras, recheados de homens endemoninhados, armados de chocalhos e rédea solta para as tropelias. Mesmos, explicam os mais velhos, o tempo tenha brandado a folganças e as moças da terra já não sintam tantas nódoas no corpo. Melhor que nada pois nos anos 70, esteve a tradição por perder-se , à conta dos últimos anos de ditadura e do fenómeno da emigração. Recuperada uma década mais tarde, quando alguma prosperidade respirar um pouco o interior, que abraçou também o regresso de alguns dos que tinham ido à aventura. Hoje serão quarenta dezenas os homens com fatos de Carreto e energia para invadir a praça na aldeia domingo e terça feira de Entrudo.

E o futuro está garantido por há muitos Facanitos (crianças com fatos idênticos aos mais velhos) prontos a tomar o testemunho. Os outros aqueles que não podem envergar fatiota, abrem as adegas para dessedentar os folgazões. A imunidade conferida pela máscara, permite aos Caretos mergulhar nos excessos. Sendo as mulheres solteiras as vítimas preferências. Encostam-se a elas e ensaiam estranhas danças com conteúdo erótico, agitando a cintura e batendo com os chocalhos nas ancas das vítimas que, par bem do corpo acompanham a dança. Dança com o nome chocalhar. Entre o barulho festivo, a risota e o alarido lembram-se outros tempos em que as mulheres se escondiam em casa pois os foliões iam muito para além dos chocalhos, lançando cinza e dejectos e fustigando as incautas compele de coelho seca ou bexiga de porco fumada. Para não falar no banho de formigas, broma pesada e cruel com espécimens selvagens recolhidos nos campos durante meses. Também as casas eram invadidas e panela ao lume era panela condenada a verter o conteúdo para mal da barriga dos infelizes. Ao Careto mau diabo à solta pelas ruas de Podence, querem-no vivo em cada Fevereiro, mesmo que à conta disso não possam dormir descansadas as moçoilas da aldeia de Podence.

Porém com a internacionalização dos últimos anos, tal parece impossível. Realmente desde as Jornadas de Cultural de Popular da Academia de Coimbra em 1985, importantes para o reavivar da tradição, até aos dias de hoje , os Caretos transmontanos percorrem um lento caminho que os levou de Norte a Sul do país, afigurar na Capa de Cd da Brigada de Victor Jara e até ultrapassar fronteiras para actuar na Disneyland Paris, Carnaval de Nice e Carnaval em Itália.

Adaptados ou não a tempos de mais brandos costumes o Carnaval de Podence mantém o clima fantástico de antes. Sedutores e misteriosos, os Caretos guardam a magia dos tempos em que as histórias junto à lareira franqueavam a entrada em mundos de sonho. A eles tudo se permite; o anonimato dá-lhes prerrogativas : dá-lhes poder. Por dois dias no ano os homens são crianças e quem mais brinca mais poder tem.

in Grupo de Caretos de Podence

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