Ontem descobri este vídeo na plataforma de aprendizagem janelajardim.
Inspirado na obra “A maior flor do mundo”, de José Saramago, Juan Pablo Etcheberry realizou esta curta-metragem. A narração é feita pelo próprio autor, José Saramago (Prémio Nobel da Literatura, 1998).

Gostei tanto deste filme de animação que não podia deixar de o partilhar convosco.
No final Saramago lança um desafio. Por isso gostava muito que todos vós correspondessem com uma nova história. Podem adaptar, reinventar, continuar, reflectir acerca da problemática da sustentabilidade ecológica, dos valores fundamentais da raça humana… Como podem calcular, os temas são muito abrangentes.
Bom trabalho e até breve.

Teste

5 Maio 2008

Revisão dos conteúdos fundamentais para o teste de avaliação.

  • Excerto de “Antes de Começar”;
  • Compreensão e expressão escrita;
  • Distinção entre texto principal e secundário;
  • Formação do pretérito perfeito composto, pretérito mais-que-perfeito composto e futuro perfeito composto;
  • Pronominalização;
  • Tipos de sujeito;
  • Divisão e classificação de orações.

Colaboração

3 Maio 2008

A Ana Gomes sugeriu este poema:

Mesmo que a noite esteja escura,
Ou por isso,
Quero acender a minha estrela.

Mesmo que o mar esteja morto,
Ou por isso,
Quero enfunar a minha vela.

Mesmo que a vida esteja nua,
Ou por isso,
Quero vestir-lhe o meu poema.

Só porque tu existes,
Vale a pena!

O João Fernandes investigou:

O Dia da mãe era já festejado na Grécia Antiga e em Roma. Os romanos festejam o Dia da Mãe em honra a Cybele, a mãe dos seus deuses, enquanto os gregos o celebravam em honra de Rhea, mãe dos seus deuses e mulher de Cronos. Em Portugal, o Dia da Mãe era festejado a 8 de Dezembro, mas actualmente é comemorado no primeiro Domingo de Maio.

 

Visita o nosso podcast e lá encontrarás o poema Sempre de Carlos Drummond de Andrade.

Sempre

Porque Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Porque Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe, não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto do seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade, Antologia Poética.

1.º de Maio

30 Abril 2008

Para recordarmos que tudo começou com o objectivo de lutar por 8 horas de trabalho diário que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.

Hoje estamos a viver momentos difíceis, que atingem sobretudo os mais frágeis da nossa sociedade globalizada. É tempo de lutarmos por mundo mais justo, mais igual.

Por isso, apoiar os programas mundiais contra a fome, é uma obrigação de todos.

 

 

Este é um livro de grande sucesso editorial. Alguém já o leu?

 

«O Segredo é neste momento – e de longe – o livro de não ficção mais vendido em todo o mundo.
Só nos Estados Unidos vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares e ocupa o primeiro lugar dos principais tops de vendas, onde o respectivo audiobook também figura em destaque.
A autora, Rhonda Byrne, descobriu que a maioria das pessoas que têm ou tiveram sucesso conheciam um Grande Segredo, e dá exemplos que vão desde Einstein a Galileu Galilei. A partir dessa descoberta, ela foi procurar pessoas que actualmente conhecessem o Segredo e vivessem de acordo com ele (como, por exemplo, o autor de Conversas com Deus ou o autor de Os Homens São de Marte as Mulheres São de Vénus). Falou com elas, entrevistou-as, e através do testemunho delas vai explicando no livro a “lei da atracção”: nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso.
Na origem do livro está um documentário feito para a televisão australiana que se tornou num sucesso global – é, presentemente, o DVD mais vendido em todo mundo, e mesmo em Portugal há sessões regulares de exibição e documentário. Ou seja, um fenómeno de culto.
Nos últimos dois meses O Segredo tem ocupado o primeiro lugar no top de livros da Amazon americana (entre os títulos de não ficção), enquanto o audiobook figura sempre entre os dez primeiros lugares».

Ficha de Gramática

27 Abril 2008

Os três conteúdos que serão abordados na ficha de gramática são:

. Os vários tipos de sujeito;
. regras de concordância do sujeito composto;
. formas de conjugação pronominal.

Bom trabalho.

O 25 de Abril é uma das datas mais importantes da nossa história.
E para que não percamos a memória, para que saibamos o verdadeiro sabor da Liberdade, falem com os vossos pais, com os vossos familiares mais velhos, façam pesquisas para compreenderem o verdadeiro significado desta data.

Se quiserem, partilhem aqui as vossas descobertas, deixem um comentário acerca da Revolução dos Cravos há 34 anos.

A música assumiu uma importância em todo o processo revolucionário. Deixo-vos uma das músicas mais emblemáticas do 25 de Abril - “Grândola Vila Morena”, uma das “senhas” da Revolução dos Cravos.

Agradecemos a partilha do trabalho realizado pelas crianças do Jardim de Infância de Rio Côvo - Sta. Eulália, Barcelos.

foto

Uma pergunta: alguém sabe o simbolismo do Cravo Vermelho? E, já agora, por que se deu a revolução?

Texto dramático

24 Abril 2008

A que sabe a liberdade

24 Abril 2008

Na véspera do 25 de Abril, desafio-vos a que escrevam uma palavra, um poema,
um texto, sobre o “Sabor da Liberdade“.
Fica este poema do Manuel Alegre
para nos ajudar a pensar.

 
Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

                 Manuel Alegre